Por que te conservas ao longe, Senhor? Por que te escondes em tempos de angústia?
Os ímpios, na sua arrogância, perseguem furiosamente o pobre
Pois o ímpio gloria-se do desejo do seu coração, e o que é dado à rapina despreza e maldiz o Senhor.
Por causa do seu orgulho, o ímpio não o busca
Os seus caminhos são sempre prósperos
Diz em seu coração: Não serei abalado
A sua boca está cheia de imprecações, de enganos e de opressão
Põe-se de emboscada nas aldeias
Qual leão no seu covil, está ele de emboscada num lugar oculto
Abaixa-se, curva-se
Diz ele em seu coração: Deus se esqueceu
Levanta-te, Senhor
Por que blasfema de Deus o ímpio, dizendo no seu coração: Tu não inquirirás?
Tu o viste, porque atentas para o trabalho e enfado, para o tomares na tua mão
Quebra tu o braço do ímpio e malvado
O Senhor é Rei sempre e eternamente
Tu, Senhor, ouvirás os desejos dos mansos
para fazeres justiça ao órfão e ao oprimido, a fim de que o homem, que é da terra, não mais inspire terror.